"Gostaria de destacar uma atenção especial às mulheres, que são particularmente afetadas pelo VIH/Sida, por serem as mais vulneráveis, devido a vários fatores", referiu, realçando que "a pobreza tem uma face feminina e isso reflete-se na sua exposição ao vírus".

"Acredito que, neste quesito, devemos redobrar esforços para abordar as disparidades de género, garantindo que as mulheres tenham acesso igualitário aos serviços de saúde, educação e oportunidades económicas", acrescentou o chefe de Estado de Cabo Verde.

José Maria Neves referiu que "a estigmatização e a discriminação continuam a ser barreiras significativas na luta contra esta epidemia e atingem, de maneira desproporcional, as mulheres que vivem com o VIH/Sida, perpetuando ciclos de desigualdade".

Numa mensagem com vários apelos, o Presidente cabo-verdiano pediu à sociedade "para se unir na promoção de uma cultura de solidariedade, compreensão e aceitação", em que "todas as pessoas, independentemente do género, sejam tratadas com dignidade e respeito".

Neste contexto, José Maria Neves defendeu ainda "a implementação de programas de apoio psicossocial" para que "ninguém se sinta isolado ou desamparado" por viver com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

"É certo que celebramos excelentes resultados, mas não devemos baixar a guarda", acrescentou.

O ministro de Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social cabo-verdiano, Fernando Elísio Freire, disse hoje que a taxa de prevalência de VIH/Sida em Cabo Verde mantêm-se nos 0,6%, com uma média de 400 casos anuais, falando à margem de um evento que assinalou o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, na Praia.

LFO (RIPE) // VAM

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